quinta-feira, 15 de abril de 2010

Governo não concederá reajuste superior a 7% para aposentadoria

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, descartou a possibilidade de o governo conceder um reajuste superior a 7% para as aposentadorias.
De acordo com Bernardo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar a medida, caso o Senado aprove o aumento de 7,7%.
Segundo o ministro, o governo já cumpriu o compromisso com as associações de aposentados e centrais sindicais de dar reajuste superior a inflação, que no ano passou somou 4,31% pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
"Acho que o presidente vai vetar, mas não posso falar por ele. Nosso compromisso foi feito. Estamos dando um reajuste acima da inflação”, afirmou Bernardo.
Discussão
O ministro ainda criticou os parlamentares que, segundo ele, querem aproveitar o ano eleitoral para conceder bondades sem preocupação com a economia, segundo a Agência Brasil.
Bernardo também disse que, se os senadores aprovarem o reajuste, o governo vai conceder apenas o aumento original, de 6,14%. Para ele, a proposta de um percentual intermediário, de 7%, ainda precisa ser debatida. Este último índice de correção foi anunciado, também nesta terça, pelo líder do governo na Câmara e relator da Medida Provisória que prevê o reajuste, deputado Cândido Vaccarezza.
Reajuste
Na semana passada, no Senado, governistas e representantes dos aposentados haviam fechado acordo que previa correção de 7,7% retroativa a janeiro, já que desde o início deste ano o reajuste aplicado tem sido o de 6,14%, identificado na MP.
O percentual previsto na MP corresponde ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais metade da variação do PIB (Produto Interno Bruto). O acertado no Senado prevê 80% dessa variação.
Vaccarezza havia afirmado na ocasião que o governo desconhecia a negociação de 7,7% e que a aprovação dos 7% dependeria da base governista.
InfoMoney

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