segunda-feira, 1 de março de 2010

Classe média brasileira é a mais tributada da America Latina

Apesar da introdução de duas novas alíquotas intermediárias - de 7,5% e 22,5% - na tabela do Imposto de Renda (IR) em 2009, a classe média brasileira continua entre as mais tributadas na América do Sul, como mostra matéria de Danielle Nogueira, publicada neste domingo, no GLOBO.

Levantamento feito pela consultoria Ernst & Young, com oito países da região, mostra que os brasileiros com renda per capita de R$ 3 mil foram enquadrados na faixa de recolhimento de 22,5% de IR no ano passado, quase duas vezes o percentual da faixa na qual está a classe média uruguaia, por exemplo. Apenas a Argentina está à frente do Brasil no ranking, com alíquota de 27%.

Até 2008, eram três as alíquotas de IR vigentes no Brasil: zero, 15% e 27,5%. Desde o ano passado, foram incorporadas as outras duas alíquotas intermediárias. Com isso, os contribuintes com renda mensal de R$ 3 mil tiveram algum alívio no bolso, ao deixarem a faixa de 27,5% para serem enquadrados na de 22,5%. O que o estudo revela é que, mesmo assim, esse segmento social paga mais imposto que os seus pares nos países vizinhos.

- As novas faixas foram uma medida positiva. Mas o governo poderia fazer mais corrigindo a tabela - diz Tatiana da Ponte, sócia da área de Imposto de Renda Pessoa Física para a América do Sul da Ernst & Young.

Entre 1995 e 2009 a defasagem acumulada da tabela do IR chega a 63,62%, segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Sindifisco Nacional). Desde 2007, ela vem sendo reajustada em 4,5% ao ano, mas a correção não tem sido suficiente para repor as perdas passadas.

Em terceiro lugar no ranking sul-americano aparecem empatados Venezuela e Chile, com a classe média sendo enquadrada numa alíquota de cerca de 20%, seguidos de Peru (15%), Bolívia (13%) e Uruguai (12%).

Globo Online
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